Dizem que o sempre nunca é pra sempre,
que o fim se esconde atrás do que começa;
que o tempo, quando passa, desinteressa
o que juramos eterno e tão presente.
Mas sempre insiste em ser tão permanente,
mesmo sabendo a pressa que o atravessa;
sempre é promessa frágil que tropeça
no fim que chega manso, de repente.
Se tudo acaba o beijo, a chama, a mente
por que o sempre caminha tão comigo?
Por que me diz que fica, se desmente?
Talvez o fim seja o mais antigo abrigo:
o sempre dura só no que a gente sente
e acaba… mas termina fazendo sentido.