Oswaldo Jesus Motta

Logo tu

Logo tu, que eu nunca beijaste,

Poderias fazer-me permutar

Qualquer instante mais íntimo

Por um só de teus abraços.

Tormento que, a cada minuto,

Sufoca minh’alma ao visitar-me,

Quando apenas estou latente

E desperto, fingindo-me ausente.

Ao fazer-me sonhar acordado,

Tu, que assolas qualquer coração,

Perturbando a paz de outrora,

Sequer entendes o nobre sentimento,

Ultrajando quem tanto te adora.