Fábio Alves Leão

SONETO DA MORTE

Quando meu sangue for derramado

No leito deste solo que me deu a vida

Para outro mundo serei chamado

O corpo vai descansar desta era sofrida

 

A porta do tempo será fechada

Fim da agonia, do desespero, da ansiedade

A luz da vida também será apagada

As lutas foram em vão, nada para a posteridade

 

A morte é certeza e é mistério

É ritual solene para o descanso eterno

No solo sagrado de um cemitério

 

A morte sempre esteve em meu pensamento

Não acredito na existência do céu ou do inferno

Sangue derramado, início do meu esquecimento