O que me difere de alguém considerado normal? Esta repulsa que sentem por mim tem explicação ou é meramente injustificada?
Toda vez que me recordo dos sussurros descorteses e dos olhares de canto, faço a mim mesmo estas perguntas. Afinal, o que de tão ruim fiz para que todos agissem dessa forma comigo?
Decerto não sou um adulto exemplar, mas já fui uma criança — e definitivamente não agi tão mal para que sempre abominassem até a minha forma de respirar.