snowy trash

Por do Sol

Um doce girassol vivia em um campo de incertezas.
Ele chora, lamenta, se culpa, quando a noite chega.
O sol era a sua única certeza,
de conseguir enxergar o campo com mais clareza.

 

O amor que eu sentia por ti era indescritível;
Para mim, você era um parâmetro imprevisível.
Não era o teu corpo, e nem ao menos os teus gostos.
Lembrar de ti... me traz conforto.

 

Lembro-me bem do nosso último fim de tarde;
Nossos pés caídos sobre a grama verde,
deitados em um pano simples de piquenique.
Parados ali mesmo, observando o que havia de mais chique.

 

Enquanto você admirava o céu,
meu coração sentia uma dor cruel.
A culpa não é sua, e nem era minha.
Nossos destinos não soam a mesma sinfonia.

 

Até hoje, acho incrível que você me fazia sorrir.
Não era nada forçado — era legal ficar perto de ti.
Você era a minha vontade de existir;
ainda acho egoísmo pensar assim.

 

Uma xícara de chá você me servia.
Eu sempre odiei chá — dessa vez era de camomila.
Dei uma chance para algo novo,
e me arrependi, de novo, pelo gosto.

 

O teu sorriso calmo me deixava bobo,
era simples... era belo.
Ao ver aquele longo vestido rodado, voando ao vento,
tudo em minha volta congelava, por um momento...

 

...e, foi quando eu percebi;
que você já não estava mais aqui.
A ternura da minha vida acabou de partir.
Eu... e-eu... nem tive chances de me despedir.

 

Mesmo caído aos prantos, eu escondia de ti.
Você não era digna de me ver assim.
Por uma culpa que você não causou,
a minha melancolia... foi ela que me arruinou.

 

Nesta madrugada, degusto meu chá de camomila,
não é fácil esconder a minha nova azia.
Você faz tanta falta que — você não entenderia.
O meu porta-retrato demonstra o meu único momento de alegria.

 

Quando o raiar do sol caiu, minha mente é rodeada de incertezas.
Meu coração se culpa, sem sentir a minha pureza.
Finalmente, quando entendi a razão de sorrir...
Agora, não tenho a coesão de existir.