Marcelo Alefe

Amargo Devaneio

Aqui estou eu,

Em uma quente tarde de verão,

Com meu amargo café a tomar.

E, na minha memória, ela vem

Com seu meigo e lindo sorriso,

Fazendo meu coração acelerar.

 

Oh! Quem dera

Se essas meras lembranças

Da minha mente saíssem,

E em lugar de devaneios

Com meus olhos eu visse

Seu lindo sorriso me prestigiar.

 

É! Mas, para ser pragmático,

Meu amargo café tomei,

Entendendo que nada do que farei

A minha amada de volta trará.

 

Assim como o café é amargo,

Meu coração também passa a ser,

Pois não há alma que replique

O pulsar que o peito consome

Como só ela sabe fazer.