Aqui estou eu,
Em uma quente tarde de verão,
Com meu amargo café a tomar.
E, na minha memória, ela vem
Com seu meigo e lindo sorriso,
Fazendo meu coração acelerar.
Oh! Quem dera
Se essas meras lembranças
Da minha mente saíssem,
E em lugar de devaneios
Com meus olhos eu visse
Seu lindo sorriso me prestigiar.
É! Mas, para ser pragmático,
Meu amargo café tomei,
Entendendo que nada do que farei
A minha amada de volta trará.
Assim como o café é amargo,
Meu coração também passa a ser,
Pois não há alma que replique
O pulsar que o peito consome
Como só ela sabe fazer.