Imagno Velar

Ensaio sobre a estupidez humana

Na fronteira da espécie humana

Vivemos as margens do tempo sem lucidez

Um leve sopro do saber tapa uma lacuna

A luz purificada que nimba sensatez

 

Em tempos de glorias gárrulas no pensamento

Espelho que cega verdades explicitas

O som e a fúria têm a leveza de um canto

Que ecoa sob espécies distintas

 

Furtar as cores, entre brumas e sol quente

Desvanece a clareza e morre a crença

Tempos idos éramos como criança

Sem destino livre do abismo sonante

 

Torrentes de pressão social irracionalizam

Humanos, entupidos no próprio linguajar

Vagueiam pelo manto a lestes que ignoram

Sociedade que aplaude num barco a velejar

Rumo incerto na rota das profundezas

 

Imagno Velar