Na fronteira da espécie humana
Vivemos as margens do tempo sem lucidez
Um leve sopro do saber tapa uma lacuna
A luz purificada que nimba sensatez
Em tempos de glorias gárrulas no pensamento
Espelho que cega verdades explicitas
O som e a fúria têm a leveza de um canto
Que ecoa sob espécies distintas
Furtar as cores, entre brumas e sol quente
Desvanece a clareza e morre a crença
Tempos idos éramos como criança
Sem destino livre do abismo sonante
Torrentes de pressão social irracionalizam
Humanos, entupidos no próprio linguajar
Vagueiam pelo manto a lestes que ignoram
Sociedade que aplaude num barco a velejar
Rumo incerto na rota das profundezas
Imagno Velar