A ruína da minha existência
foi ter te deixado partir.
E agora, te ver vivendo —
e sendo feliz —
faz emergir sentimentos
que tentei sepultar
dentro de mim.
Finjo não sentir,
finjo não lembrar,
finjo ser inteira…
mas, no lugar mais profundo da minha alma,
você ainda habita.
Não como ferida aberta,
mas como uma cicatriz
que nunca me deixa esquecer
quem fui
quando escolhi partir.
E então compreendo, em silêncio:
não era fraqueza amar —
fraqueza foi acreditar
que conseguiria viver
sem aquilo que um dia
me fez sentir viva.