Vilma Oliveira

GENTE DE FATO

São pessoas que se cruzam

Pelas ruas não se olham

Não se tocam nem se falam

Só se calam...

São pessoas iguais a mim

Iguais a você também...

Que sonham com o impossível

Que tentam ser mais livre

Mas continuam a ser...

Apenas boas atrizes!

 

São pessoas de todo tipo

Raça, classes diferentes,

Umas moram em mansões

Em edifícios gigantes

Outras apenas se escondem

Em pequenos horizontes

Com a marca da solidão

Estampadas no coração!

 

São pessoas que passam

Umas pelas outras num vai

E vem que não tem fim...

Num diálogo quase mudo

No corre-corre da vida

Não tem tempo pra pensar

Se dividir e se entregar!

 

São pessoas que passam

Pela vida sem conhecer

O universo do outro...

Preso num mundo só seu

Do egoísmo que assusta

Muitas pessoas nem tentam

Ser mais gente e mais justa

Morre em anonimato...

Sem ter vivido ainda...

Sem ter nascido de novo

Sem ter sido apenas...

Gente de fato!