Despertei além do jardim,
Onde lírios suportam, em pétalas afiadas, ciclos passados;
E troncos banham cerrações vespertinas que nem o Sol alcança.
Há uma nascente fosforescente que escorre ao leste,
E pedras nativas, encharcadas de realidade, imunes à fantasia.
Desperto, contemplo, o jardim reconfigura.
Contemplo, acordo, o jardim transmuta.
Entre parapeitos de ametista e passarelas verdejantes,
Harpas serafínicas deslizam cordas de vidro,
Espalhando prismas sobre a relva sem cansar seu brilho.
O vento leva evidências antigas,
Não posso passar além das profundas vespertinas.
Desperto, contemplo, o jardim ressoa.
Contemplo, acordo, o jardim acorda.