MAISA NALAPE

Dançando na Chuva

Quando o céu se veste de cinza,

E o vento sussurra segredos antigos,

Não espero o sol voltar —

Aprendo a dançar na chuva.

 

Cada gota é um passo,

Cada trovão, um compasso;

O medo se dissolve

No ritmo do meu abraço.

 

Não é sobre esperar a calmaria,

Mas sentir o coração pulsar,

Mesmo quando os céus choram,

Aprendo que é possível amar.

 

E assim sigo, leve,

Entre nuvens e trovões,

Porque a tempestade só me ensina

A beleza das minhas próprias canções.