luminoso, o vitorioso

Limbo

É entrar em uma rua desconhecida e ninguém encontrar, é gritar por socorro e apenas ouvir o ecoar, ter ninguém mas o travesseiro para abraçar e as lágrimas enxugar, é estar na margem do topo de um edifício prestes a pular, sem ninguém lá embaixo à espera para te segurar, apenas a dona morte a sua foice a segurar, é saber ter onde morar, mas o caminho de volta para casa não conseguir mais lembrar, e não poder mais voltar nem abrigar, é caminhar demais e se perder, querer chorar sem que fiquem a saber, querer correr mas sem ter onde se esconder, ter morrer como o único remédio para parar de sofrer, é um raio de sol um incômodo aos olhos fazer, e o caminho para a luz esquecer mas o das trevas bem conhecer.