Perdoa mãe.
Eu já não consigo mais ter os mesmos olhos,
Os problemas me consumiram,
Sou fritado a manteiga e óleo por eles.
Perdoa mãe,
por não enxergar o esforço pra comprar uma Oreo e ter comida na mesa,
O que eu comia em horas,
Você sofria meses.
Eu não pedi pra nascer,
E mesmo assim você me teve,
Eu não pedi pra crescer,
E durante todo esse processo,
Você estava nele,
As vezes perto,
Mas cada vez mais longe,
Me deu espaço pra eu me descobrir,
Me amou sem hesitar um segundo,
E por um segundo passou a vontade de falar tudo,
Mas o ego é o mal do mundo.
Eu não sei oque te da orgulho,
nesse entulho que eu criei,
Eu ainda permaneço o mesmo, eu juro.
Perdoa mãe.
por discutir inutilmente quando a necessidade era te abraçar,
Eu sempre fui desapegado em relação ao sentimento,
Se pá que é o medo de te enterrar lá fora,
E saber que você sempre vai estar viva aqui dentro,
Só que eu não vou ter você pra me abraçar,
Quando o barco ficar turbulento.
Não vou ter você pra perguntar,
Se coisas fúteis vale ou não meu tempo.
Perderei meu ponto guia,
Mesmo sem querer admitir.
Eu só tenho que assumir que sem você,
Eu perderia o sentido de viver,
E provavelmente já não tava mais aqui.
Obrigado por tudo, mãe, eu te amo!