Imagno Velar

Realidade manipulada

Nada mais assusta o desprotegido

Perdas perdidas se somam na populaça

Incansáveis tumultos mentais agonizam

Nas frias noites no descampado da ruina

 

O que fazer, nada mais faz sentido

Vida em solavancos tomba nas curvas

De cada esquina um mendigo,

Uma criança ranhosa

 

Verdade triste de dia e noite

Mulheres trocam saberes pelo prazer

Nas ruas geladas de balas perdidas

Magoadas regressam com a morte do luar

 

Embebedadas de bugigangas baratas

Confundem o distraído caçador de excitação

Se nada mais assusta o que sobra

Apenas alma perdida na inocência

 

Imagno Velar