Ao fechar os olhos, emerjo no avassalador eco de minha mente,
Que, inquietante, ataca-me a alma,
Cobrindo-me de angústia, roubando em silêncio
A fagulha do meu sorriso.
Transfigura-se em mim a essência da vida,
Fazendo-me viver como quem não sabe
Se viver é viver ou sobreviver.
Maquia-me, mascarando a verdade
Que exala a anódina afeição de um mendigo,
Que ora busca por emoção.
Morte! Morte, se puder, leve-me, mas não me abandone
À mercê da sorte.
A felicidade me foge, a alegria me condena;
A dor? A dor me consome.
E a solidão me confunde:
Dopamina para minha miserável vida,
Ora, se assim for, realmente, a vida!
\" Stefany De\'Morais \"