Ah, solidão…
por que me agarras
como quem agarra
uma nova paixão?
A solidão
se instala discreta e tece,
muitas das vezes em silêncio,
uma lição.
Há muito venho tentando entender
a solidão;
nessa busca incessante
me tornei um dos porcos-espinhos
que, no inverno, dão as mãos.
Antes de repelir,
os espinhos machucam.
Novamente me deparo sozinho,
procurando uma nova desculpa.
Encontrei!
Ah, solitude…