Venha…
como o sol que, sem pedir licença,
derrama seu calor sobre o mar
no mais ardente dia de verão.
Aproxime-se devagar,
como quem entende a delicadeza dos encontros,
e permita-me o milagre simples
de respirar o mesmo ar que o teu.
Venha ser claridade no meu caminho —
feito vagalume que desafia a noite
e prova que até a menor luz
é capaz de vencer a escuridão.
Deixa-me repousar no teu brilho,
beber da tua presença
como terra seca que finalmente encontra a chuva.
E se for possível, fique…
porque desde que imaginei tua luz,
meu coração desaprendeu
a caminhar na sombra.