Ludwig Homero

Amor Ilícito

Não sabia que me deixaria louco por ti

O crime na escolha me fez pensar em partir

A adrenalina na tua presença, ah sim..

Sinto vontade de tê-la minha, por fim.

 

Tua carne é presente, até exagerada

O esplendor na lenta caminhada

O olhar viciante como de quem não é daqui

Com tua graça, pra onde ia já me esqueci

 

A ti não pertenço, dolorosamente admito

Pensei que poderia lhe ajudar

Só não entendia meu medo de aceitar

Que mesmo ímpio foi o início do sentimento mais bonito…

 

A reforma nas falas e trejeitos

Me fiz pensar que tu também desejava

A nós fomos feitos

A mais bela nipônica e o imperfeito

 

Refiro me a ti não só quando escurece

Diante das mais sóbrias preces

Em minha mente que as vezes lhe pertence

Teu olhar puxado a mim faz-me permanente

 

Mas como ignorar essa escultura, penso,

Indecência não cabe em teu senso

Chega tão pura que sinto alívio contigo

Há muitas belezas, a tua tira meu fadigo

Eis me aqui dizendo sobre tua soalha

Lhe digo que és mais do que ressoava

Lamentável que sejamos momentâneos

Entre os pares seríamos o preto e o branco