O seu cabelo curto, eu bem curto ,se ela me ignorar eu surto, na corrida de conquistar o seu coração o circuito foi curto. Faço o uivo, o desgosto me deu um infarto pareceu um curto circuito. Leio o abecedário, eu ainda uivo por ser um lobo solitário. Por vergonha da minha timidez me escondi no guarda-roupas e não voltarei a ver a luz do dia porque a sociedade dirá que saí do armário. Escrevo o meu verso, no mar da desilusão continuo imerso, tudo foi escrito antes mas isso não faz de mim um preverso, a terra é uma esfera que para o espaço eu arremesso. Nunca fui um bom lançador eu confesso, na sua casa a última carta eu anexo, era amor verdadeiro e não apenas sexo mas ama-me menos após eu partir é a única coisa que peço, e é deste jeito que de ti eu me despeço.
Ainda estou de luto e com os meus demónios internos eu luto, as suas vozes eu ainda escuto, no inferno encontrarei os meus adjuntos. O meu anel é de prata mas esta peça não é barata, na rua a grafitista a minha jóia desdenha, realmente há gente com muita lata, maldita comedora de insectos, por isso é uma fala-barata, ir ganhar a vida ela não está apta.
Futuramente queria uma jaqueta de couro e uns brincos de prata, ainda não fiquei rico pois sou alérgico a ouro, guardo as lágrimas derramadas, sou economista, e logo uso elas de soro ou crio um rio de mouro. Manifestação eu prego, na carteira guardo folhas de louro, pois dá sorte, trato como um tesouro, obrigado pelo apoio meu grande amigo, caloroso agora eu me sinto, saudações V.tinto, no novo grupo comigo trago as folhas, isso faz de mim um calouro.