Quando o asfalto cansa, e o tempo se apressa, Um chamado ancestral nos acende a promessa. O sal no paladar, o horizonte sem fim, O mar nos convida a voltar para si.
Seus braços de espuma, seu sopro de vento, Desfazem nas ondas qualquer lamento. No ir e vir constante, na força que flui, A alma se acalma, a paz se constrói.
É como se as águas lavassem por dentro, Levando o que pesa, limpando o momento. Num vasto espelho, a mente a vaguear, Encontra respostas no fundo do olhar.
A imensidão reflete o que somos, o que seremos, Pequenos no mundo, mas grandes se cremos. Que a vida é um rio que deságua no além, E o mar nos lembra: pertencemos também.
Na areia macia, o corpo repousa, A mente se liberta de toda a prosa. E a cada maré que recua e que vem, Renascemos humanos, inteiros e zen.