Não é saudade —
é algo que não aprendi a nomear.
É como viver
em uma noite que não amanhece,
uma escuridão silenciosa
que mora dentro do peito.
A distância entre nossos corpos
não separou apenas caminhos —
rasgou partes da minha alma
que ainda te procuram.
Ela clama pela sua presença,
implora pelo instante impossível
de te tocar
mais uma vez.
Porque não te ver
não é ausência simples…
é o abismo mais profundo
em que minha existência
aprendeu a cair.
E, desde então,
uma parte de mim
permanece perdida
no lugar onde você ficou.