(continuação)
Tudo bem, tudo bem. Onde paramos?
Retornei a tomar a caneta enquanto tomo café. 11:36. Faria algum sentido se eu dissesse que, talvez, seja um sinal do universo que um horário esteja em números ímpares, na sua maioria? Não me levem a mal, mas costumo enxergar coisas do tipo em todos os lugares, loucura, talvez?
Por sinal, bom dia! — quase tarde. Vocês estão bem? Espero que sim, me encontro da mesma forma. Acontece que depois das últimas palavras, precisei me aprontar e prestar auxílio à minha amada. Vejamos, também separei alguns pratos e dei atenção às crianças. Sem contar que algumas roupas minhas chegaram. Estou bem com tudo isso. Eu, finalmente, posso dizer que estou bem.
Ou nem tanto.
Hoje ainda é 9 de fevereiro. Aniversário da minha mãe, e adivinhem só: sequer lhe dei felicitações — ainda. Gostaria de pensar se devo depois de tudo — bem, tenho até meia-noite para isso. Quem sabe no meu horário de intervalo do trabalho. Mas só quem sabe.
Desde já, Emmily e Wall, irmãs, sinto muito se eu não o fizer. Entendo, vocês sabem que nossos motivos. E mãe, se chegar a ler isto um dia, que tenha aproveitado o seu aniversário. Bem.
Sem mim, em presença.
Não lhe desejo mal algum, mas não sei se devo perdoá-la. Quem sabe. Embora este assunto tenha se iniciado assim, por hora, sei que ele pode ser inviável.
Devo ir terminar de me organizar agora. Apesar de amar escrever e tagarelar por horas com quem estiver disposto a fazer o mesmo, o dever ainda me chama. Até mais tarde, amigos. Escrevam para mim igualmente, sim? Criaremos uma intimidade vitoriana — gostaram deste termo? Eu adorei.
Por favooor, tirem um tempo para me contar suas coisinhas! E que, por agora, possam receber todo o meu amor; para onde quiserem e precisarem ir.
Vitória