Meu despertar foi leve: pluma e brisa!
Um renascer em plena estação...
Quantos sóis serão precisos?
Quantas luas serão ocasos?
Quantos astros serão constelações?
Quantos desertos serão areias e ventos?
Na mente não tenho mais conflito
Meus pés já não andam. Voam!
Minha alma já não geme. Canta!
Meu coração já não sofre. Sonha!
Meus olhos não adormecem. Deliram!
Sinto que descobri um novo sentido...
Noutra parte de mim antes adormecida
São duas metades separadas no tempo
São dois destinos em eterno redemoinho
São duas vidas entrelaçadas numa única!
Sinto que reacendi com asas de estrelas
Arrastando dobres de sonoros cânticos
Ressurgindo num sopro vespertino...
Para depois renascer vitoriosa...
Perante a multidão que me espera!