Para seja lá quem ler isto,
meus mais sinceros oi!
Recentemente li em um livro que o primeiro parágrafo não é sempre o mais difícil, no momento em que se toma o lápis ou uma caneta — e eu tendo a concordar. Sequer sei se alguém chegará a ler o que tenho a dizer nesta primeira carta, mas deixo esta pequena saudação misturada com uma introdução — ou seja lá como quiserem chamar isto.
São exatas 02:15 do dia 9 de fevereiro de 2026, e estou sentada sobre uma almofada no chão, no quarto da minha namorada; enquanto ela assiste a Shameless, eu estou aqui — como a boa escritora que sou. É claro, não posso deixar de mencionar que também aprecio algumas músicas no fone — dentre elas, estão “The Old Religion”, de Florence and The Machine, e “Ocean”, do Alok, Zeeba e IRO.
Devo confessar que preciso de música tanto quanto precisamos de ar para respirar. Ok. Foi só escrever isto que Twenty One Pilots tomou conta da playlist.
Ah, e eu também estou drogada, no sentido medicamentoso — isto que dá não dormir. Mas posso dizer que este “queridinho” me ajuda e um tantão, durmo tal como um neném. Recomendo que apelem por qualquer coisa que os façam dormir bem — não necessariamente algum remédio, mas vocês entenderam, né?
É provável que essas palavras ganhem outro sentido mais tarde, visto que o efeito do remédio está chegando, e há alguém que me aguarda para dormir de conchinha — nada para os betas, certo?
Mas vem cá, mudando de assunto rapidinho, vocês também costumam deixar rastros? Alguma marca só sua, seja em alguém, algo… Admito que sou viciada — e, talvez, este tenha sido um dos motivos pra Lauane ter se apaixonado por mim. Gostei, pensarei assim.
Por agora, são 02:35. Passei exatos 15 minutos escrevendo, e adivinha? Nada com porra nenhuma. É de foder, viu. De qualquer maneira, aproveitando que estamos aqui, deixe-me apresentar-me. Vitória Carvalho, mas vamos fingir que somos amigos de infância e me chama de Vi, ok?
Ok, ok. O efeito está realmente batendo e permitindo-me ir.
Contudo,
logo retorno.