Lucivaldo Moreira

Grito surdo na escuridão

Grito surdo na escuridão

Rastejo sem querer vê

O choro jorra a lágrima

Sinto sede ao chover

 

Pingos ferem a terra

A tenra lama que escoa

Gotas que ferem as folhas

Pragas, pestes na lavoura

 

Selva verde que desmorona

Ardente chama que ascende

Minha vida é uma serpente

Busco fuga iminente

 

Ventos rasos há de vir

Rompendo brusco o lugar

Minha casa sem luz

Flutuando livre sobre o mar