Deixe o tempo correr
como o rio que não se apressa,
levando consigo pedras e folhas,
abrindo caminhos novos.
O dever existe,
mas jamais deve esmagar
o coração que sente,
como vento que respeita cada flor.
Deixe o tempo curar as pessoas,
como a chuva que suavemente lava a terra,
e que aprendam com os próprios erros
como a noite ensina a valorizar o sol.
Um pequeno gesto
é como semente lançada ao vento —
pode florescer
onde menos se espera.
Ajudar quem nos ignora
não é fraqueza,
é como estender luz
num mundo que ainda tropeça na sombra.
Não se deve vingar
quem nos fere;
o caminho certo é plantar bondade,
esperar que o tempo revele
o peso dos seus próprios erros.
Quem reconhece seu erro
é como árvore que se curva ao vento
e sabe também oferecer perdão.
Há feridas que doem demais,
como pedras cravadas na areia,
e perdoar parece impossível.
Mas o tempo é paciente,
como o mar que molda a rocha,
como a lua que guia as marés,
ele sabe esperar
até que tudo se acalme.