Ana julia Fernandes borba

A Virtude Cruel

Tanto a noite como o dia

São fenômenos

Essenciais para a vida.

 

Ah, evolução que destrói...

Consciências

Hipócritas!

Entristecem

O verdadeiro louco.

 

Amanheceu,

Seu propósito

Novamente se ergueu.

 

Nosso vazio: imenso e

Feliz.

Não iremos nos apegar!

Eu afirmo:

A nada nem a ninguém.

 

Um nó perdido

Me leva à beira do precipício.

E um nó rompido

Me exila ao abismo.

 

O que há lá

Para tanto admirar?

Não tenho conhecimento.

É simples: não quero ter.

 

E assim...

Transformamo-nos,

Falsos loucos.

Busca os falsos loucos:

Alimentar os porcos.

Os entristecidos:

Ah, virtude cruel!