Meu coração está corroído;
minha alma se obrigou a despertar,
agora sensível a tudo,
minha razão não pode me abandonar.
Apenas sobrevivo
na expectação de viver.
Vim ver o precipício,
elaborado e temperado
na carência de minhas ações.
Vem, me ver,
vide a minha escalada
acima dos muros
do teu coração.
Faltou escada,
soltaste minha mão.
Precisei de uma corda.
— Acorda! — grito eu.
A corda dada por você,
escalei.
Acordada,
nunca mais te verei.