Assim como o futuro de cada um não pode ser previsto, assim minhas ações tomam um rumo que desconheço.
E o fim que como o envelhecer, sei que vai chegar, também não posso fazer nada para mudar.
Como ramificações infinitas que levam a diferentes caminhos, sinto que todos eles me levam a um beco sem saída.
Como uma linha de um círculo não pode evitar de dar uma volta sobre si mesma, os diferentes caminhos levam ao mesmo destino, que já conheço.
O de dor e sofrer que tanto temo ter, assim como um desenho no papel apagado deixa uma marca, assim o que fiz fica evidenciado em forma de uma cicatriz.
O que temo tanto fazer, não posso impedir de acontecer.
Sei que com o passar do tempo, a dor acabará.
Em algum momento.
Mas como a sucessão das partes de um filme, de uma cena para a seguinte, o intervalo com e sem dor dura pouco.
Como voltar um filme de trás para frente várias e várias vezes, é como se regressasse ao mesmo momento.
Por mais que tente, não posso parar o sofrimento.
Como as páginas finais de um livro de história, queria que a minha chegasse a uma conclusão.
Mas a minha história continua.
Do mesmo modo que um autor de um livro não sabe como irá terminá-lo, não sei quando a minha acabará.
Só posso ir vivendo cada momento, torcendo para o seu fim chegar.
Obs: esse poema é antigo