É necessário saber-se viver:
Saber que se vive!
Sinta alegria da vida
Com as ondas a bater na praia ou no rochedo,
A alviçareira alvura das nuvens e o azul que, de graça, lhe dá a abóbada celeste.
Ouça a algazarra dos pássaros a voejar à tarde,
Sinta o beijo da brisa...
Não se limite a sua alegria
No Facebook, no Instagram, nem ao TikTok
E nem, pior, por sentir euforia na jaula do UFC.
Sinta a transcendência de si mesmo:
—Tão fugaz!!
E sinta a flor nos seus olhos e nas narinas,
Sinta as miríades de outras vidas, mais fugazes ainda.
Sinta o planeta solitário
E de finitude a depender do sol
No infinito Cosmos.
Sinta a brevidade dos dias;
Ao sentir somente pelo sentir
Ver-se-á a viver.
Tangará da Serra, 06/02/2026