Versos Discretos

A Vilã do Olhar

No quarto escuro, onde o desejo é a única lei,

Ela surge como a vilã que eu sempre sonhei.

O rosto de anjo esconde a trama mais quente,

Um sorriso sutil que desarma a gente.

Ela não pede licença, ela toma o lugar,

Com a força de quem nasceu para governar.

Sobre o peito dele, ela inicia o rito,

Transformando o silêncio em um prazer infinito.

Seios fartos, deliciosos, que o olhar devora,

Balançam no ritmo da paixão que aflora.

A pele macia contra a pele que queima,

Nessa \"crueldade\" onde o instinto é quem teima.

É excitante o modo como ela o conduz,

Sob a sombra da janela e o brilho da luz.

Uma cavalgada firme, sem medo, sem freio,

Deixando o juízo perdido no meio.

Ela é a Cruella do prazer, a dona do jogo,

Que nos próprios desejos ateia o fogo.

Dominante e bela, em sua posse carnal,

A musa perfeita do pecado fatal.