abacaxis soam como seu nome

Assombração

Garfo, telefone, prato sem holofotes

Pérola, armário, mural e agulha 

Bexiga, tênis, curativo foi a foice 

Sangue, estoicismo, escorrega pela grama

Fumaça, solidão, gelo e maldição 

Guarda chuva, microfone, brigadeiro queimado

Afogamento, tabuleiro, espada atolada

As pedrinhas escorregam pelo túnel 

 

Tatuagens mal marcadas 

 

Falta de expressão

 

Cone, caixão, a boneca caiu do carro

Salgado, desespero, telas de televisão 

Utopia, luzes roxas, roda viva se rompeu

Tijolo, caneta, seringa sem paixão 

 

Loucura loucura e excesso de ambição 

Vaso sanitário engoliu meu coração 

Me devolva aquele vento 

Eu preciso escoar