nunca sei o que escrever
na primeira folha página de um caderno
simplesmente deixo em branco
até que um dia
a ideia
boa o suficiente
preencha aquele espaço vazio
mas nada parece ser suficiente
a folha espera
e nada é suficiente
essa mania de perfeição
na minha pele deixou marcas
no meu braço, uma constelação
anos de uma raiva distante insignificante
incessante
foram em vão
nada foi suficiente
talvez essa mente mania
precise de ressignificação
talvez a resposta sempre esteve ali
nada será suficiente
assim a primeira página
é livre pra se reinventar
nada foi
nada é
nada será
suficiente
essa mente
tragédia
mania
perfeição
nos versos sente
que um dia
surgiria
a solução
a poesia liberta
faz do amargo
fonte de expressão
no escrever daas
palavras certas
e cura
o coração