Em tempos, parecia tão fácil...
Quando, do nada, me saía
um poema; e nele dizia:
“Amo-te!”, com todas as letras.
Não importa se assim as queria,
mas as letras que escrevia
eram como borboletas,
que as voltas me trocavam
e suavemente, no papel, pousavam
onde o coração lhes pedia.
Pois, por estranho que pareça,
não era a cabeça
que mandava os dedos de minha mão…
Cada volta da caneta
era uma dança de borboleta,
orquestrada pelo coração.
Como do nada surgiam
e a folha em branco enchiam,
como sopradas por leve brisa que passa…
dando sentido ao sentimento,
ditando para fora
o que trago por dentro,
com a sua cor e a sua graça.