Não porque geras,
mas porque és.
Não aceita destinos escritos,
rasga-os quando não te cabem.
Tua grandeza não vem do alto,
nasce do chão que pisas
e que ainda sustentas.
Não és símbolo,
és presença.
Não és promessa,
és ato.
Teu valor não depende do que entregas,
nem do que suportas em silêncio,
nem do que santificam em teu nome.
És tudo antes de qualquer papel,
livre antes de qualquer missão,
Integral antes de qualquer permissão.
E se lutas,
não é para cumprir um desígnio,
é para permanecer sendo
quem escolheu ser.