Eu era feito de ausência,
de dores antigas guardadas no peito,
tão cansado de sentir que desaprendi a esperar.
O amor, pra mim, tinha virado lembrança torta,
uma palavra bonita demais pra machucar menos.
Mas então ela chegou.
Sem alarde. Sem esforço.
Chegou ficando.
E quando encontrei a minha pessoa,
o mundo, que antes pesava,
aprendeu a caber no abraço dela.
Eu amo de um jeito que o corpo não segura,
amo tanto que o peito aperta
e os olhos transbordam paz.
Choro sem tristeza,
porque a felicidade também pesa
quando é grande demais.
Às vezes eu olho pra ela
e penso que não pode ser real,
tão inteira, tão certa,
tão bonita de existir.
Mas é.
E é minha.
E o amor, que eu achei perdido,
agora mora em mim.
5 fev 2026 (12:03)