Finalmente eu entendi
o motivo daquele vazio.
Não era puro desvario,
nem amor que não compreendi.
Não era apenas uma crônica trágica:
era sobre laços desfeitos como mágica,
e traços mal rabiscados nos papéis da vida,
que me deixaram com uma dor desmedida.
Mas hoje eu percebo o que o tempo fizera.
Vejo cicatrizes que entoam em meu ser,
suplicando que os laços reatem outrora,
enquanto, fielmente, se soldam em mim.
E apesar do algoz que caçoa da minha efêmera alma,
não são as insondáveis ofensas que me impedirão,
pois já estou firme em meu recente bordão:
“Não tema o que virá, pois Deus te guiará”.