Pelas ruas caiadas, desertas, cheias
de repugnância e solidão,
passeio obsoleto!
... passo a passo.
Escorre dos meus olhos um liquido
viscoso que não são lágrimas!
...gota a gota.
Há no espaço um cheiro intenso
a maresia humana, vozes por detrás
de cada porta, sonhos, mentiras e
cansaços!
... gente ... tanta gente.
E eu passo ... vou passando ...
... nocturno como a noite que me
veste o corpo ... meu corpo!
Sem sonhos nem ilusões!
Nada é verdadeiro, tudo é absurdo.
Há em torno a mim sorrisos de
sangue.