Vilma Oliveira

AMA-ME MUITO!

Ama-me meu amor, e por que não?

Fúlgidos rubis entontecidos...

São os meus nos teus lábios unidos

Meu coração dentro do teu coração!

 

É uma febre-terçã que de mansinho

Toma todo nosso corpo, a Alma...

Aos poucos se esvai e se acalma

A febre, o rubor devagarzinho...

 

Amemos meu amor, que tudo passa,

Célere como o dia... me abrasa!

Deixa-me presa aos sonhos teus;

 

Amemos meu amor, que o mundo é vão,

Beija-me! A fumaça é a ilusão...

A saudade tua, os devaneios meus!