Perante a sangria
15/06/2010
Almas que peleam na calada da noite...
O vento meneando nas águas da morte...
Um silêncio quebrado por adagas,
Homens de corpo frio, enredados por mágoas.
Rastros de sangue no espírito
De um guerreiro incansável.
Que traz orgulho no grito
E um herói implacável.
De bombo no coração,
Lufada na alma,
Eternizado nesta razão,
Buscando alguma calma.
Guarda posto como quem resiste,
Na luta de um Ser que não existe.
Tudo passa, passa correndo
Como se fosse real: é o forte \"sobrevivendo\".
Farrapos que não cansam de pelear,
São guapos a rondar no chão em porfia,
Procurando um coração que não queria hostilizar.
Mas, devaneia perante a sangria.
Juliana de Lima.