Sinvaldo de Souza Gino

Araguaia e a Jangada

Araguaia e a Jangada

 

A jangada, efêmera e audaz,
Sulca as ondas do Araguaia.
Com o vento a favor e o sol flamígero.
Segue seu rumo, sem temor!

Seu leme é um coração pulsátil.
Que late ao ritmo das ondas.
Seu velame é uma asa candida.
Que voa sobre as águas serenas.

A jangada, símbolo de liberdade,
Que desafia as correntezas,
Com a força do rio e a graça do céu,
Segue seu caminho, sem desvios.

Seu capitão é um homem rude,
Mas com um coração de aurífero,
Que conhece os segredos do rio
E as estrelas do céu noturno.

A jangada, lar de uma família
Que vive e sonha ao sabor do rio
Com a simplicidade e a beleza
Da vida ao ar livre e ao sol.

Seu destino é um mistério,
Que se desdobra com o tempo,
Mas a jangada segue em frente
Com a força do rio e a fé do coração.

A jangada, símbolo de esperança
Que navega contra as correntezas,
Com a determinação e a coragem
Segue seu rumo, sem temor!

A jangada, parte do Araguaia,
Que se mistura com o horizonte
Com a beleza e a simplicidade
Da vida ao ar livre e ao sol.