A água escorre pela carne
Marcada por desejos
Enquanto no coração, o grito é de desespero
Já a substância presente na mente é um grau de carência recente.
Ela tenta se convencer de que está presente, de que apenas isso a faz contente
Mas os seus pedaços não se entendem
Em um só corpo, ela se repele
Ela se completa com uma fragrância
Que não vai apagar a lembrança.
Ela enxuga a carne, o que não elimina nenhum tipo de vontade
Ao olhar no espelho ela revela
O medo, o desespero e o genuíno e doloroso desejo
Ela espera que só ela enxergue a si desse jeito
E ao cobrir a carne
Ela percebe
Que não há nada que a espere.