Lucivaldo Moreira

Saltando do cume da ilusão

Sou um forasteiro perdido

Um andarilho sem rumo, sem destino

Trilho às margens da verdade

Intento contra minha sanidade

 

Ouço uivos e murmúrios

Grito quando meu leito é minha cova

Choro no silêncio da servidão

Sinto meus pés tremendo sem chão

 

Sussurros invadem meu silêncio

O vento a dispersar o sereno

A noite a me cobrir de luar

Quero voltar a caminhar

 

Saio correndo aos berros

A loucura a estribar meu senso

Chuto o balde da sobriedade

Mergulho fundo sem checagem

 

Vivo alheio e na contramão

Desprezo a vida sem noção

Salto do cume da ilusão

buscando intensamente teu perdão