Sou um forasteiro perdido
Um andarilho sem rumo, sem destino
Trilho às margens da verdade
Intento contra minha sanidade
Ouço uivos e murmúrios
Grito quando meu leito é minha cova
Choro no silêncio da servidão
Sinto meus pés tremendo sem chão
Sussurros invadem meu silêncio
O vento a dispersar o sereno
A noite a me cobrir de luar
Quero voltar a caminhar
Saio correndo aos berros
A loucura a estribar meu senso
Chuto o balde da sobriedade
Mergulho fundo sem checagem
Vivo alheio e na contramão
Desprezo a vida sem noção
Salto do cume da ilusão
buscando intensamente teu perdão