Rigor da Lida
(Rio Bonito, 04 de junho de 2010. Juliana de Lima)
Revives, oh alma farrapa
no coração deste gaiteiro
Para a conservação da vida guapa,
no retouço galponeiro.
Na querência da tradição,
Vivendo na lida campeira,
Levando lembranças no coração:
Paraíso que me sustentou a vida inteira.
Das tertulias no velho galpão,
Reminiscências de encontros,
O sabor do bom chimarrão,
Quando meus cavalos ainda eram potros.
O guri vai aprender
A domar redomão,
E com as tropeadas
Saber o valor que tem o rincão.
Enquanto houver vida
Não deixarei a terra
De um gaudério que aprendeu com a lida,
Amar seu chão defendido na guerra.
Juliana de Lima.