CRISE EXISTENCIAL
Às vezes me sabe bem questionar
Sentir o amparo da avidez da vida
Sem nenhuma pretenção de filosofar
Só querendo entender a esperança perdida.
Às vezes , é mesmo às vezes …
Porque a busca por resposta corrói a alma.
Perdido num labirinto que se chama vida
Encenando essa peça teatral cheio de dramas
Cada dia se torna numa vontade atrevida de existir
Às vezes só me apetece resposta inventada
Aquela que é de agrado de todos
Que muitas vezes me é apaziguadora.
Que é categórica, sem reservas.
Que cega o tamanho da minha ignorância
Às vezes não, às vezes quero me dissecar
Ao ponto de negar
Tudo que a vida me fez acreditar
Não para me revoltar
Apenas para ter paz.
Às vezes só quero ter paz
Aquela viciante e eterna
Aquela que a humidade na conhece ,
mas idealiza.
Às vezes quero lugar nenhum
Para calar a voz que me obriga a questionar
Que me faz não ter sono, às vezes.
Que me faz contemplar o tamanho da minha ignorância
Mas, às vezes não quero descobrir sentido (da vida)
Quero inventar o meu!!!
Às vezes, Às vezes é Às vezes….
Subiso, Osvaldo Xavier. Crise existencial (02/02/2026)