Lucivaldo Moreira

O Alvorecer Que Me Destrona

Perco as estribeiras

Ao me sentir sei lá

Clamo em desafio

Quando a paz não está

 

Não sei onde vou

O vento há de me levar

Vivo e sobrevivo

Sei que estarei lá

 

Nem aí pra que vier

Tô sem rumo e sem destino

Minha alma se deleita na alva

A espera serena em desatino

 

Na insanidade da vida

Movido pela dor

Surto sem se vê

Sofro sem ardor

 

Minha noite sem luz

Na relva o luar

Sofrimento nos olhos

Mórbido o meu pensar

 

As noites são minha calma

As brisas serenas, meu estímulo

Sinto o estremecer dos meus sentidos

E o alvorecer que me destrona