Oi, como voce está?
Não vê, voce?
Não, deveria?
Quando foi que deixou de se ver?
Se ver? mas não há imagem, eu só queria ser você.
Aureolas de pináculos sombreando a periódica, uma corrida sem o quadriculado
Como quem está dentro de um grande cogumelo do avesso
Preso e livre à mera gravidade, costurado a miserável malha do espaço-tempo
Será que vira spaghetti? vá e não olhe para o Gargantua.
Contemple o caminho sob seus pés e não olhe pra mim!
Quando chegar, não mais me verá
Sempre foi voce, a complicar
Eu nunca existi, assim como você logo também não existirá.
Mas não chore, isso não importa.
Caminhe, escute a canção, é a boa nova
A esperança, é a doce chuva que cai sobre ti.