Calebe Correa

Gargantua

Oi, como voce está?
Não vê, voce?
Não, deveria?
Quando foi que deixou de se ver?
Se ver? mas não há imagem, eu só queria ser você.

Aureolas de pináculos sombreando a periódica, uma corrida sem o quadriculado
Como quem está dentro de um grande cogumelo do avesso
Preso e livre à mera gravidade, costurado a miserável malha do espaço-tempo
Será que vira spaghetti? vá e não olhe para o Gargantua.
Contemple o caminho sob seus pés e não olhe pra mim!

Quando chegar, não mais me verá
Sempre foi voce, a complicar
Eu nunca existi, assim como você logo também não existirá.
Mas não chore, isso não importa.
Caminhe, escute a canção, é a boa nova
A esperança, é a doce chuva que cai sobre ti.