Mas se já foram as esperanças...
O que fazer com todas as andanças
Que porventura fizemos juntos?
Ah, se os dias não mais risonhos,
Cansados de chorar pelos cantos,
Padecem a cada segundo.
E agora, o que eu digo à saudade,
Quando ela vier te procurar por maldade
Para me fazer chorar?
E das lembranças que invadem o dia a dia,
Se eu pudesse, juro, esqueceria,
Só para não sofrer demais.
Diga que o tempo é o melhor amigo,
Pois dele farei o meu abrigo
E não sairei de lá,
Até tua presença eu sentir... sei
Que então certeza eu terei
Do que é o verdadeiro amar.
Deixe um abraço, daqueles bem apertados,
Com um beijo, assim, tão delicado,
Para me fazer sorrir.
E as amarguras dessa ausência tua
Serão passado quando eu vir a lua,
Recordando dos teus olhos o luzir.