Guacimar Vieira de Mello Noos

Pedaços

Meias palavras arremessadas aos cantos.
Faz-se sentir o frio, mesmo em uma tarde quente de verão.
Olhares que antes se mesclavam, agora evitam-se.
Aromas que plantavam sonhos avisam que estão, vagarosamente, dando adeus.
Que palavras ditas na correnteza do impulso são verdades?
Arrependimentos tardios não justificam atitudes passadas.
Fatos são diferentes para cada coração que é juiz.
A alma silencia a confusão, perdoando o passado.
Na linha do tempo, escreveremos novos caminhos...
Mas agora... neste momento... agorinha mesmo...
Reataremos os pedaços, construindo novos castelos,
conhecendo que as tempestades sempre nos testarão com vigor renovado.
 
Arthur de Mello Noos