Ju Lufada

Tranquilidade da querĂȘncia

Tranquilidade da querência 

 

(30/04/2010).

 

Minha terra não tem farrapos,

Os homens dela não sabem hostilizar.

As armas que lá combatem

Não são manuseadas pelos guapos de cá.

 

Nosso baile não tem retouço,

Nossa música doce bailar;

Nosso rodeio o bom gaúcho;

Nossa tertúlia é essência de matear...

 

Em cantar milongas ao infinito

Menos inspiração tenho eu lá.

Minha terra não possui um rio bonito,

Ou o crepúsculo do Guaíba.

 

Minha terra não tem tropeiros

Como existiu um dia aqui,

De tropear dias e madrugadas.

Sem um forte sobre os arreios

Minha terra não tem domas como no Itaqui.

Onde há chucras genetêadas.

 

São Pedro permita que um dia eu regresse,

Para terminar meus dias aí.

Gritar com a força rio grandense

A liberdade que encontrei aqui.

Nos pampas plantearei um mito:

De que não há tranquilidade

Maior do que no Rio Bonito.

 

(Releitura de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias).